Escola
Projeto ensino básico
e médio - Grau

O Rio de Janeiro é uma das únicas grandes cidades no mundo onde ainda não há a opção de uma Escola Waldorf para todas as séries.
Desenvolver uma escola de ensino Waldorf para a comunidade do Rio de Janeiro, a partir dos últimos doze anos de trabalho do Jardim Michaelis, é uma das metas de nosso trabalho.

Conheça o projeto que detalha esta proposta, clicando no item desejado ao lado, ou entre em contato conosco.

Este projeto recebe doações pela seguinte conta exclusiva:

Associação Pedagógica Antroposófica Michaelis do Rio de Janeiro - APAM/RJ
Bradesco - Conta Poupança - Ag. 3019-8 - Catete - Conta 56231-9


A principal meta de uma Escola Waldorf é desenvolver na criança, em harmonia, "cabeça, coração e mãos". O currículo integra, assim, atividades com diferentes finalidades e um mesmo propósito final. No ensino fundamental e de grau, por exemplo, pode haver atividades de música (flauta doce, contralto, orquestra e coral); artes (aquarela, marcenaria, modelagem e escultura em argila, desenho em branco e preto e perspectiva, fotografia, batik, estamparia, mosaico, tricô, crochê, tecelagem e tapeçaria) além de matérias como jardinagem, técnicas agrícolas, horticultura, astronomia e mineralogia.

Conheça abaixo alguns fundamentos da metodologia Waldorf para o ensino básico e fundamental:

"O mais alto empenho deve ser o de desenvolver seres humanos capazes de, por eles próprios, dar sentido e direção às suas vidas"
(R.Steiner).

  • Professor de Classe: Até atingirem os 14 anos de idade, os alunos permanecem vinculados a um mesmo professor de classe que os acompanha do 1º ao 8º ano, apoiado pelos professores específicos de línguas e de artes. Um forte relacionamento se desenvolve assim tanto entre as crianças e professor, como entre elas mesmas. O professor pode conhecer cada criança em profundidade e, assim, responder às necessidades formativas de cada uma. l volta
    Música: O ritmo do dia e o do ano são pontuados pela música. Aulas de canto e flauta começam já na 1ª série. A partir da 3ª série, são iniciadas as vivências de violino, viola e violoncelo e, da 5ª série em diante, as crianças começam a formar a futura orquestra da Escola. l volta
  • Trabalhos Manuais: O trabalho manual dá à criança que o executa o sentimento de independência. Uma criança que é capaz de fazer o próprio pão, tecer uma roupa que possa utilizar, fabricar utensílios e cuidar de uma planta que dará frutos, poderá se sentir mais segura para adentrar o mundo real. Além disso, ao desenvolver a habilidade manual, são sutilmente incentivadas as faculdades mentais, fazendo nascer um pensar mais fluido e atento. l volta
  • Ensino em Épocas: Na pedagogia Waldorf, toda a grade curricular é cumprida, como legisla o MEC. A diferença é que ao invés de utilizar a divisão das matérias em aulas de 45 minutos, distribuídas durante a semana, utiliza-se o esquema de “Aulas Principais” e Ensino em Épocas. Matérias que requerem muita descrição narrativa, como História, podem ser abordadas em profundidade, gradualmente, todas as manhãs, por três ou quatro semanas. Após essas semanas, o aprendizado é então levado ao “esquecimento”, ou seja, deixa-se o conteúdo descansar na criança. Enquanto este conteúdo “decanta”, uma nova matéria se inicia. Este método leva à consolidação da matéria em questão.
    Currículo interrelacionado horizontal e verticalmente: O currículo reconhece as necessidades da criança em crescimento/desenvolvimento. Todas as matérias curriculares são integradas num ensino que usa a informação apenas como um dos meios para a formação, e que visa desenvolver a criatividade, a imaginação e a integração social. l volta
  • Linguagem (Fala, Escrita e Leitura): A linguagem, como ferramenta básica do pensar, está no centro da Pedagogia Waldorf. O ensino da gramática, espaçado por vários anos, começa na idade de 9 anos: a criança aprende por que e para que se fala de determinada forma. Ao mesmo tempo, a língua é cultivada por meio de poesias, contos de fada, narrações, etc, buscando-se que a criança possa reproduzir, com suas palavras, o que ouviu. Daí resulta, paulatina, mas seguramente, uma sensibilidade para o estilo, para a beleza da língua. As grandes obras da literatura e a própria história da literatura completam, nas últimas séries, o domínio consciente desse grande veículo de expressão do espírito humano. l volta
  • História: Nos primeiros anos, os alunos percorrem pela vivência de contos de fada, lendas e mitos, a maneira de pensar e sentir de épocas passadas. No 5º ano, começa o ensino de história das velhas civilizações da antiguidade, estabelecendo relações entre elas e os tempos modernos, atentando para o que ainda permanece. Até o fim do 1º grau, os alunos percorreram uma vez a história toda. A partir da 9ª série, o estudo das idéias, das relações e correntes históricas começa a substituir as imagens anedóticas. No ensino médio, retoma-se o estudo sistemático, desde a Antiguidade, mas desta vez são os fatores sociológicos, geográficos, climatológicos e outros que recebem ênfase cada vez maior. No último ano, os alunos recebem noções de casualidade histórica e algumas das grandes teorias da filosofia, para que saia capaz de situar cada época, em particular a presente, no contexto da evolução e de fazer indagações sobre causas e relações que possam explicar o “porquê” dessa evolução. l volta
  • Geografia: É considerada em seu relacionamento com as diversas civilizações, com o habitat do homem (zoologia, botânica) e com as condições geológicas e climatológicas. O professor procura sempre contato com a realidade para evitar qualquer abstração. A partir da 4ª série os alunos fazem um pequeno mapa de seu ambiente imediato, alargando-o, em círculos concêntricos para regiões mais afastadas, até que possam abarcar países inteiros e a Terra toda. As condições de vida, fatores econômicos, e mais tarde a etnologia, as vias de comunicação, assim como fatores físicos, químicos e astronômicos entram no campo de estudos. Desta forma, a geografia permanece concreta e viva, e fica ao alcance da compreensão dos alunos dentro da sua faixa etária. l volta
  • Línguas Estrangeiras: É por imitação que as línguas estrangeiras são introduzidas, sem qualquer apelo ao intelecto. Não são feitas traduções e o ouvido é acostumado a ouvir a nova língua constantemente. A criança aprende com o que resta das mesmas forças com as quais aprendeu sua língua materna, ou seja, as da imitação. Quando a criança alcança 9 a 10 anos de idade, a situação muda. Aí a consciência entra em ação e a escrita e a gramática são, pouco a pouco, introduzidas. l volta
  • Matemática e Geometria: Através do corpo e seus movimentos é que os primeiros elementos da matemática devem ser assimilados. O aprendizado ocorre assim de forma viva e mais profunda. Outra diferença fundamental é que no método tradicional de ensino usa-se o sistema sintético (5 + 7 = ?). Na pedagogia Waldorf utiliza-se o sistema analítico (12= ? + ?) Qual a diferença? No sintético apenas uma solução existe; 5 + 7 = 12. No método analítico, o ponto de partida é o todo: 12, e a fantasia pode inventar um grande número de soluções, todas corretas; 5 + 7, 10 + 2, 6 + 6, etc. Introduzindo as outras operações teremos: 12 = 3 x 4, 2 x 6, 2 x 5 + 2, 3 x 5 – 3. A fantasia que surge aí desperta a atividade mental. Os alunos se entusiasmam, o mundo árido dos números se transforma em campo de jogo. Entra um elemento de liberdade, precursor da liberdade do pensamento. O fato matemático 5 + 2 = 7 é restritivo: o aluno não tem opção. l volta
  • Matérias Científicas (Ciências): No 1º grau, a zoologia, botânica, mineralogia, química, física e astronomia trazem o mundo para dentro da classe e abrem os olhos dos alunos para ele. Dentro das ciências, o importante será apresentar antes os fenômenos (experimentos) para apenas no dia seguinte vir a explicação (que assim não ficará tão abstrata). No 2º grau, o ensino de ciências continua, traz-se um esquema um pouco mais intelectualizado, quantificado, porém incluindo sempre qualidades, que abrem perspectivas mais amplas e sempre ligando o saber ao seu centro natural, que é o homem. O enfoque é, ao mesmo tempo, científico e humano, exato e vivo. l volta
  • Avaliação: O boletim das crianças não tem o formato de uma série de tópicos com itens a serem marcados pelos professores. Em vez disso, o progresso das crianças é descrito detalhadamente em boletins escritos à mão, nos quais são mencionadas as habilidades sociais e virtudes como perseverança, interesse, automotivação e força de vontade. O professor conhece bem os seus alunos e ele próprio é capaz de avaliar o que o aluno aprendeu ao invés do aluno ter que provar o que sabe. l volta
  • Euritmia - Arte do Movimento: A Euritmia busca a essência da expressão artística através do harmonia entre som e movimento. Ao trabalhar sempre com obras de arte literárias e musicais, a Euritmia, adaptada a cada faixa etária, acompanha a criança do Maternal ao Ensino Médio da escola Waldorf, contribuindo para o desenvolvimento sadio do indivíduo. Além de Euritimia, para cada ano, além das modalidades tradicionais, há a Ginástica Bothmer, composta de exercícios físicos criados com o intuito de levar o jovem a vivenciar o espaço em toda a sua dimensão. l volta
  • Festas: O calendário das festas culturais (Natal, Páscoa, São João e São Miguel) é bastante enfatizado. Isto visa despertar na criança seus valores e seus sentimentos decompreensão e admiração à cultura e à natureza. A celebração dos ciclos das estações, de acordo com o pensamento da Educação Waldorf, contribui para religar ou conectar a humanidade com os ritmos da natureza e do cosmos. Essas festas têm origens na cultura ancestral da humanidade e são, em si mesmas, uma forma de arte. Na preparação e em sua celebração as crianças experimentam alegria e entusiasmo. l volta

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